21/02/2010

Somos todos Aguias!

"Em meados de 1925, James havia
participado de uma reunião de lideranças populares na qual se
discutiam os caminhos da libertação do domínio colonial inglês. As
opiniões se dividiam.
Alguns queriam o caminho armado. Outros, o caminho da
organização política do povo, caminho que efetivamente triunfou sob a
liderança de Kwame N'Krumah. Outros se conformavam com a
colonização à qual toda a África estava submetida. E havia também
aqueles que se deixavam seduzir pela retórica dos ingleses. Eram
favoráveis à presença inglesa como forma de modernização e de inserção
no grande mundo tido como civilizado e moderno.
James Aggrey, como fino educador, acompanhava atentamente
cada intervenção. Num dado momento, porém, viu que líderes
importantes apoiavam a causa inglesa. Faziam letra morta de toda a
história passada e renunciavam aos sonhos de libertação. Ergueu então a
mão e pediu a palavra. Com grande calma, própria de um sábio, e com
certa solenidade, contou a seguinte história:
"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um
pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote
de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e
ração própria para galinhas, embora a águia fosse o rei/rainha de todos
os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de
um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato - disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha.
Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras,
apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois
tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, não - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará
como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia,
ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não
à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava
distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo ciscando grãos. E
pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não - tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia
será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão,
pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
- Não - respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá
sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma
última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo.
Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos
homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das
montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não
à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida.
Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na
direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade
solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico
kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a
voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou...
até confundir-se com o azul do firmamento..."
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem
e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como
galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas.
Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de
nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos
águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e
voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos
que nos jogarem aos pés para ciscar."


Esse é uma historia,que meu irmão me passou,de motivação,cada um tem uma leitura difente...Para mim ele passa que devemos seguir nossos sonhos,devemos voar e voar,sem limites para nos fazer cair,devemos seguir nossos pensamentos e ser o que somos e não ser simples galinhas que todo dia come o mesmo grão.

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