06/01/2011

O Preço Da Crise Do Clima

 
Onda de calor na Rússia e inundações no Paquistão. O balanço negativo das catástrofes naturais ocorridas em 2010, infladas ainda pelos terremotos no Haiti, no Chile e na China, não pára por aí. Segundo reportagem publicada hoje no Valor Econômico, foram registradas 950 catástrofes naturais - o segundo maior número desde 1980 – que provocaram prejuízos de US$ 130 bilhões e mais de 295 mil mortes. Somente o terremoto do Chile, ocorrido em 27 de fevereiro, provocou perdas de US$ 30 bilhões.  
Mesmo eventos naturais que não causaram prejuízos ou mortes trouxeram números muito acima da média registrada em anos anteriores, entre eles a temporada de furacões no Atlântico Norte, que teve 19 ciclones tropicais em 2010 - o terceiro ano mais intenso, perdendo apenas para os 28 registrados em 2005 e os 21 vistos em 1933.
  E quem é o principal causador de tantos problemas? Para a seguradora alemã Munich Re,, responsável pelo levantamento, pelo menos 90% das catástrofes registradas no ano passado, como inundações e tempestades, estavam relacionados a aspectos climáticos, o que indica claramente o avanço das mudanças no sistema global. 
"A pesquisa mostra que a questão climática impacta não só biodiversidade e ecossistemas mas também o bolso dos governos e dos cidadãos que pagam impostos", disse a responsável pela campanha de Clima no Greenpeace Brasil, Nicole Oliveira. Os números da Munich Re são mais um indício de que as mudanças climáticas não são uma invenção, mas sim um problema real que tem de ser combatido. Em 2011, esse será um dos focos do trabalho do Greenpeace.

Fonte: Greenpeace

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