09/10/2011

Energia se faz em casa


Imaginem que o consumidor de energia elétrica no Brasil possa um dia gerar a sua própria, pagar menos no fim do mês e até acumular créditos. Este futuro pode não estar longe e um bom passo nesta direção aconteceu esta semana em Brasília.
Em audiência pública na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 06 de outubro, representantes do governo, distribuidoras, sociedade civil e academia lançaram ideias de mecanismos para incentivar e regulamentar a geração de energia renovável – solar, eólica, biomassa, entre outros - em pequena escala no país.
Entre as propostas lançadas na audiência está a de quem instalar painéis fotovoltaicos, ou pequenas turbinas eólicas em sua casa, escritório ou indústria poderá reduzir o que paga de consumo e, em casos em que a produção de energia superar o consumo, ganhar um crédito a ser utilizado por um ano. Além desta, propõe-se também um desconto de 80% na tarifa de transmissão e distribuição destas unidades pelos dez primeiros anos de instalação.
O Greenpeace foi um dos expositores na audiência e sugeriu a extensão do crédito de geração de energia por tempo indeterminado, um desconto integral nas tarifas de transmissão e distribuição e a possibilidade do gerador de energia usufruir de um esquema compartilhado de obtenção de créditos de carbono pela redução de gases de efeito estufa.
“O processo da Aneel, se concretizado e transformado em lei, deve representar uma pequena revolução na maneira como a divisão entre consumo e geração de energia é feita atualmente no Brasil”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. “Vale lembrar que esta proposta é mais uma de um conjunto de incentivos para energias renováveis previsto no projeto de lei PL 630/03, apoiado pelo Greenpeace e parado na Câmara desde 2009”, enfatiza Baitelo.

Fonte: http://migre.me/5Sx0e

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