06/01/2012

O Impar Que Sempre Fui


Se foi, se foi, não sei se pra sempre, mas pra sempre eu sei que o que sinto, não se irá!
Teorias feitas, pratica desfeita, como se fora fácil escrever, quando não consegue ler.
Se tudo se vai, se nada fica. Por que eu fico, quando todos se vão?
Aceitei, julguei, critiquei, me escondi de ninguém, de mim, pra ninguém, de tudo.
O sabor de uma bomba jogada pra dentro, de dentro. O arroto de restos sobreviventes.
O acordo era pra tudo ter terminado,  de certo foi, o papel foi rasgado, mas tudo que foi escrito, permanece na mente, no coração.
Mal lembro do inicio, qual inicio? Do suspiro de uma alma desacredita.
Que tornou a realidade numa ilusão, e a ilusão no maior pesadelo real.
Minha capacidade de sonhar, tornou-se a capacidade de se decepcionar, de criar fantasias e ... eu não consigo controlar.
Um numero par, para o impar que sempre fui. Deixa o tempo passar, as memórias congelar, o coração desacelerar, a mente parar de girar, a mão parar de tremer, os olhos pararem de inchar, e o sonho reiniciar.

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