21/09/2013

Escolhas

                
Muito tempo fiquei sem escrever, ultimamente fica tão difícil tirar os sentimentos daqui de dentro e expor em palavras alinhadas e certas. Como se eu quisesse transformar um arquivo em rmvb para um bluray, em alta definição para todos puderem enxergar. Mas nem eu conseguia/consigo. Quando olhava pra dentro, a única coisa que saia era lagrimas, todavia não muda muito.
                Entretanto, me identifiquei com algo, quando a mãe fala para o filho:

- Só faça o que o faz feliz, tudo bem? Faça isso e serei feliz, prometo, é assim que funciona. Não precisa tomar conta de mim,
ou do seu pai ou da Lena.

                Só esse pedaço, conseguiu exprimir algo tão forte e que eu não percebia ou sei lá, que eu ignorava, deixava pra lá. Eu e o mundo, no mundo de pessoas, sentimentos, valores.. etc. Esse Mundo onde eu me desligo, fuço, tento o máximo possível não fazer parte, essa relação social, emocional. Troco tudo pelo material, ou pelo comodismo, por aquilo que se eu fazer algo, ou deixar de fazer/falar/sentir, não irá revidar. O que pode me afetar assistir seriados, assistir outras vidas, de outras relações, nada que eu, Paloma Peglow faria diferença? Covardia de encarar? Pode ser.
              
              Percebi que me abstenho principalmente das pessoas, dos meus amigos e dos desconhecidos eu nem tento chegar perto. Com o tempo, vou me tornando uma peça cheia de poeira em suas vidas, me distancio por tantas razões, pensar comigo mesma que sou incapaz, medo de ser com eles alguém que desconheço, e/ou ser alguém tão eu e tão insuficiente por natureza e inapta de ser merecedora de suas atenções.

                E mais uma vez estou me perdendo no que estou escrevendo, de novo. Mas enfim, me retiro da vida, o social, o termo que a maioria usaria, para não falhar no agrado e não saber como construir novos caminhos, tendo em mente criar uma perspectiva positiva, alheio daquilo que condiz dentro de mim, para não machucar, para bem parecer, status externos. Mas onde fica o interno, aquilo que só e unicamente eu vejo (muitas vezes como perceberam, meio esfumaçado) e sinto? Tomar decisões para ME fazer feliz e que represente o que sou ou o que penso ser, é o que eu não faço, me fazendo renunciar a vida e me tornando apenas mais um móvel dentro de casa e um objeto esquecido nas vidas das pessoas que eu gosto.

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