26/11/2014



Às vezes sou demasiada complexidade, imersa em devaneios que me priva de sentir a vida batendo com suas diversas intensidades em minha pele.
Só pudesse reprogramar parte do que sou, onde fosse possível alinhar aos teus passos, sem haver a perda de ritmo, desencontros de velocidade, sem se perder, de ti, da realidade, em uma ilusão, viajando para as nuvens sem olhar pro lado e encontrar a distância corporal e sentimental.
Gostaria que no ato de bater na tua porta, acompanhada de duas taças, jantando no chão e acabando na tua cama, vivendo a eternidade da noite, sentindo o perfume de cada parte do teu corpo, provocando arrepios involuntários, escutando a o teu coração bater no momento do descanso, recriando teu rosto no simples deslizar minhas mãos sobre ele, e no fim, levantar sem dormir, ir embora e conseguir concentrar em tudo, menos em unicamente você. Conseguir simplesmente seguir, não esquecendo, mas também, não pedindo mais do que tu podes conceder.
E enquanto tendo pôr parte dos meus pensamentos em ordem, a outra parte entra em descompasso entre lembranças e imaginação.

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