27/01/2015

Durante o passar de um ano, a caminhar na rua, nas interações dentro da universidade, em eventos, naqueles barzinho pós aula e nos finais de semanas, nas festas de sexta-feira, no ônibus, em filas, em vários jeitos, momentos, dos mais imprevisíveis aos mais intencionais, a gente conhece pessoas.
À maioria esquecer-mos no segundo piscar de olhos, umas nos chamam atenção pelo perfume, outras pelo estilo de vestir-se, pelo sorriso, pelo formato do nariz (esse é um tic meu, sempre reparo neles), À maneira como nos toca, particularmente das pessoas, nem sempre, numa segunda vista, é motivo de nos prender a atenção por muito tempo, no ponto de despertar em nós um desejo de conhecer além desses primeiros momentos de atenção. E quando paro para pensar, nas pessoas que me chamaram atenção neste ano, nas que despertaram algo em mim, de interesse e sentimentos, nenhuma me chamou atenção num primeiro momento, eu simplesmente olhei, e virei pro lado, como se não tivesse nada relevante nelas, para eu continuar em procurar algo a mais. Mas em um segundo instante, quando não tinha nada ao redor, ao me despir dessa lista brevemente imposta, de modo seletiva, apenas sentir o que estava ali à minha frente, o olhar delas me sugaram o ar da alma, o perfume adentraram em cada buraco dos meus pulmões, seus estilo de vestir se tornaram os mais belos e autênticos.
Qual meu ponto nisto? Que estamos colocando para a vida real aqueles aplicativos que não dizem nada sobre à gente, que há fotos selecionadas, frases belamente postas sem essência alguma, de frases ditas de modo marcante num vazio de interesse. Nossa interação e o modo como nos interessamos e/ou como nos deixamos tocar pelos outros esta se tornando puramente artificial. Não conhecemos ninguém e não deixamos ninguém nos conhecer. Deixamos de conversar com alguém pelo gosto musical, pela roupa que esta usando, pelo corte de cabelo, pelo pensamento politico, sem nem ao menos entender da razão de ser como é. Posso dizer que somos tags previas e vazias, andando pelas ruas.

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