13/12/2015

Procurando o interruptor dos por ques em todas suas formas gramaticais.
Anseio pela razão, algo que alimente este vazio, ou que diminua essas feridas.
Entretanto, a cada ponto de interrogação, a cada observação, ação, escolhas, palavras ditas e não ditas, vai pintando de preto esse quarto escuro que se tornou minha mente, minhas percepções, minhas não reações...etc.
Sobe tabuas descompassadas que formam essas pontes de mim, retiro tudo que apetece-me perante a ingenuidade dos meus sentimentos, deixando de lado, não concluindo como parte gostaria. Em troca, coloco tudo que penso ser o querer alheio, que possui caminhos distintos dos meus. 
Querer não é poder; poder não conquista; a conquista engana; assim como os olhos do coração, que enxerga o mais profundo e ao mesmo tempo, cerra os olhos quando sabe que será dolorido.
É salgado, pesado, continuo. É um dilema, uma contradição, que late forte, e forte é a barreira que não me deixa desplugar.

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